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2 de dezembro de 1932 — 26 de setembro de 2011

O último dia 26 de Setembro foi provavelmente um dos dias mais tristes da história das HQ’s. Aos 79 , o Roterista, Desenhista e Editor, Sergio Bonelli faleceu.

Todos os fãs de quadrinho em todo mundo estão familiarizados com as obras de Bonelli, mesmo que a grande maioria não esteja familiarizada com o nome. Para os leitores brasileiro sua obra mais icônica é a revista de faroeste Tex (criação de seu pai Luigi Bonelli).

Ao longos dos anos todos nós nos acostumamos a ver regularmente as revistas do intrépido Cowboy, mesmo que, como meu caso, não fossemos leitores regulares dessas aventuras.

Nascido em 1932 em Milão, Bonelli passou toda a sua vida dentro do universo das HQ`s, seu pai Luigi Bonelli foi o criador do Tex, enquanto a sua mãe, Tea Bonelli, dirigia a editora Audace.

Em 1958 após concluir os estudos assumiu o cargo que era da sua mãe na editora. E foi nesta posição que ele fez a sua história.

Os mais aficionados pela obra lembrarão também Zagor criado em em 1960, também ambientada no faroeste.

Com o personagem mais icônico da editora Sergio Bonelli atuou durante anos, mesmo sem ser creditado, inclusive na memorável história “Caçada humana” de 1976.

Foi a popularização de suas revistas de western ao longo do mundo que impulsionaram a produção deste gênero de filmes italizanos de faroeste. O que mais tarde foi chamado de Bang Bang Macarronico. Sua importância é tanta que, mesmo que indiretamente, ele foi o responsável por toda uma consolidação de um gênero.

Entretanto não era apenas de western que vivia Bonelli, sua imaginação e criatividade não tinham limites. Nathan Nerver nos leva a histórias de investigação futurista. Enquanto o mistério ficava a cargo de séries como Mister No.

No início dos anos 1980 ele cricou a série Martin Mystère, que abordava suspense e o sobrenatural. A série teve tanta repercussão dentro do seu mundo que em 2003 uma adaptação em animação foi produzida pelo estúdio francês Marathon.

Já no fim da vida, em 2007 Bonelli se afastou da direção da editora, principalmente devido a sua idade avançada.

Sua morte chocou a todos nós que estávamos acostumados com sua presença quase imortal nos nossos dias. A perda foi sentida e gerou muita comoção por parte de grandes criadores de HQ’s pelo mundo que divulgaram trabalhos homenageando-o.

Para mim, que nunca fui um leitor das suas obras, Bonelli esteve presente por toda a minha vida. Desde criança, na casa dos meus avós, sempre teve uma edição do Tex devidamente guardada; sempre este ali no mesmo lugar, no criado-mudo do lado esquerdo da cama, na cabeceia onde meu avo dorme.

Foi como eu disse no início, muitos de nós não somos familiarizados com as histórias em si, mas todos sempre vimos as revistas lá.

Esse artigo é apenas a homenagem, que todos nós que lemos e consumimos quadrinhos diariamente, seja por diversão, ou por trabalho, devemos a este ilustre e icônico personagem.